Notícias
[ 12 de maio de 2020 by Jornalismo MaisVip 0 Comments ]

“ALCOOLMATIC” é um sistema automático para desinfectar as mãos desenvolvido pela H.JDP

Neste momento tão desafiante que todos atravessamos, tendo em consideração os recentes desenvolvimentos e o elevado impacto do surto por COVID-19, a HJDP teve a necessidade de desenvolver um equipamento de desinfecção de mãos de modo a minimizar o contacto físico, seguindo as orientações da DGS e do Plano de Contingência de controlo da infecção.

“Este equipamento pode ser colocado na entrada de serviços públicos, comércio e indústria em geral. é construído em aço inox e permite 2.000 desinfecções”

O utilizador não necessita de tocar no equipamento uma vez que o mesmo é accionado através de um sensor de proximidade colocado no interior. O produto desinfectante é aplicado por aspersores de nebulização.

Fabricado em aço inox o sistema tem a forma de “STOP” e o painel pode ser personalizado com o logotipo e cores do cliente. Para a instalação apenas é necessário ligar o cabo de alimentação a uma tomada de eletricidade comum.

Fonte: ABINOX.ORG.BR

Notícias
[ 6 de maio de 2020 by Jornalismo MaisVip 0 Comments ]

Lucro da Gerdau cai mais da metade, mas empresa vê retomada ainda em 2020

Lucro da Gerdau cai mais da metade, mas empresa vê retomada ainda em 2020

Após a pandemia do novo coronavírus, a demanda por aço despencou. Desse modo, a Gerdau amargou uma queda de 51,3% no lucro líquido do primeiro trimestre, para 221 milhões de reais. Porém, a siderúrgica prevê uma retomada gradual do consumo de aços longos, usados na construção civil.

Para a siderúrgica, uma vez que a taxa básica de juros Selic está no menor patamar da história e com os estímulos ao mercado imobiliário, a demanda de aços longos deve crescer.

“Com o nível atual da Selic e os estímulos ao mercado imobiliário, não vemos sinais de suspensão dos lançamentos previstos para este ano”, afirmou Gustavo Werneck, presidente da Gerdau, em teleconferência com jornalistas.

Em balanço divulgado nesta quarta-feira (06), a companhia reportou, no primeiro trimestre, queda de 4,6% da produção de aço bruto na comparação anual. Além disso, houve uma retração nos volumes de vendas da ordem de 9,8% na mesma base.

Diante desse desempenho, a receita líquida da siderúrgica recuou 8% de janeiro a março, para 9,2 bilhões de reais. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 24,5% na mesma base, para 1,17 bilhão de reais.

“A entrada diária de pedidos no final de março caiu 60% em relação a um mês típico como janeiro, por exemplo”, diz Werneck.

Segundo o executivo, para maio, a expectativa é de uma queda mais branda dos pedidos, em torno de 25% em relação a um mês típico de trabalhos. Prova disso é que as as aciarias elétricas do grupo, que utilizam sucata como matéria-prima, já foram religadas.

“Talvez o momento mais difícil para nós já tenha passado”, afirmou.

Investimentos

Em um cenário descrito como de “profundas incertezas” por Werneck, a Gerdau anunciou a redução dos investimentos previstos para 2020, de 2,6 bilhões de reais para 1,6 bilhão. Com isso, a estimativa de 7 bilhões de desembolsos para o período de 2019 a 2021 passou a ser de 6 bilhões.

Na visão do executivo, o ano deve ser melhor para aços longos do que planos, usados em inúmeros segmentos da indústria. “Os números mostram uma situação muito difícil para a produção industrial”, disse.

Ele acredita que o caminho de retomada para aços longos também pode passar por possíveis estímulos em infraestrutura. “O cenário é de muitas incertezas, mas nós estamos com uma posição de liquidez de caixa significativa e preparados para a retomada”, conta.

Fonte: Exame. Disponível no site.

Expo Inox 2020

Notícias
[ 5 de maio de 2020 by Jornalismo MaisVip 0 Comments ]

Primeira caçamba em aço inoxidável de alta resistência do mundo

Pimeira caçamba em aço inoxidável de alta resistência do mundo

 

Você já imaginou uma caçamba feita em aço inox resistente à abrasão e corrosão, ultraleve e com excelente custo benefício? A ENDUR 300 é a primeira caçamba em aço inoxidável de alta resistência do mundo.

Ela feita com o aço inoxidável de alta resistência da Aperam e da Rodotec e veio para transformar o mercado de implementos rodoviários.

De acordo com a Aperam e Rodotec, nova geração de caçambas possui 4 eixos e a caixa de carga é construída em ENDUR: a solução para problemas de desgaste em ambientes úmidos ou corrosivos. Principais benefícios:

  • Redução de Peso;
  • Resistência à corrosão e abrasão;
  • Menos agarramentos de metal;
  • Menos consumo de combustível;
  • Maior vida útil;
  • Menos paradas para manutenção;
  • Menos emissão de gases poluentes; e
  • Maior economia ao longo da vida útil.

Segundo a Aperam e Rodotec, com a resistência mecênica e à corrosão combinadas, as caçambas ENDUR 300 podem atuar em segmentos diversos, tais como:

  • Minérios;
  • Brita;
  • Areia;
  • Carvão;
  • Cinzas voláteis;
  • Calcário;
  • Solo;
  • Sal;
  • Grãos;
  • Polpas;
  • Torta de filtro;
  • Matéria orgânica;
  • Resíduos sólidos;
  • Esterco;
  • Adubo; e
  • Enxofre.
Caçambas em aço carbono têm a vida útil reduzida

Todos os aços ao carbono sofrem oxidação em ambientes úmidos e agressivos, mesmo os de alta resistência (mecânica) utilizados em chapas antidesgaste.

Essa oxidação é difícil de ser percebida, pois a constante passagem de material abrasivo provoca a remoção das camadas de óxido (avermelhadas), dando a falsa percepção de superfície limpa. O processo de formação e remoção dos óxidos leva a perdas sucessivas de material e consequente redução da espessura das chapas.

Resultado: vida útil reduzida e altos custos com manutenção.

 

ENDUR 300 é a sua solução

ENDUR 300 é um aço inoxidável de alta resistência mecânica com dureza  nominal de 300 HB. É indicado para ambientes sujeitos ao desgaste e, principalmente, ao efeito combinado abrasão e corrosão.

Os aços inoxidáveis possuem maior resistência à corrosão graças ao teor mínimo de 10,5% de cromo. ENDUR 300 também apresenta alta resistência mecânica, evitando o desgaste precoce do aço. O aço de alta resistência inox é uma inovação Aperam perfeito para implementos mais eficientes e resistentes.

 

Fonte: Abinox

Disponível através do link.

 

Expo Inox 2020

Notícias
[ 18 de março de 2020 by Jornalismo MaisVip 0 Comments ]

O Brasil precisa da indústria

O governo atual e sua equipe econômica trabalham na direção de proporcionar ao Brasil ganhos de produtividade e competitividade. A aprovação, praticamente certa, da reforma da previdência, o avanço na tramitação da reforma tributária, a promulgação da lei da liberdade econômica, junto com o atual cenário de inflação sob controle e a taxa Selic em níveis historicamente baixos criam uma conjunção de condições favoráveis e necessárias para o crescimento da economia.

Nossa entidade vem buscando colaborar com diversas equipes do governo, junto a formadores de opinião e através de coalizões com setores da economia, na busca de apontar caminhos e alertar contra possíveis riscos. Para isso, já levamos às nossas autoridades diversos estudos e propostas em temas como abertura comercial, agenda de competitividade, normas regulamentadoras, desburocratização, melhora na legislação trabalhista e combate ao custo brasil, entre outras.

Gostaria de salientar aqui a iniciativa da SEPEC – Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia,  encabeçada pelo secretário especial Carlos da Costa em realizar um projeto em cooperação com a sociedade brasileira. A ABIMAQ vem participando deste projeto trazendo colaborações. O objetivo é oferecer à própria SEPEC uma ferramenta de monitoramento das assimetrias sistêmicas do país que há anos vem tornando o Brasil menos competitivo, possibilitando assim ações focadas de correção. O estudo está sendo operacionalizado pela BCG BOSTON CONSULTING GROUP.

Lembramos que a indústria de máquinas já exporta mais de 40% do seu faturamento. Acreditamos  que com o aumento da competitividade proporcionada pelas medidas em curso, adicionadas a uma política de seguro de crédito e financiamentos aos exportadores, o Brasil pode melhorar sua pauta de exportações agregando a ela maior valor e tecnologia.

Essa demanda adicional vinda das exportações, ao reduzir capacidade ociosa e ao ajudar a recompor margens proporcionará a retomada do investimento privado,  recuperando o emprego e estimulando o crescimento do PIB.

Com o governo prosseguindo com a sua missão de criar condições favoráveis ao investimento em infraestrutura, retomando obras paradas  teremos certeza de um crescimento que virá. A recuperação dos investimentos, somada à atuação do governo no lado da oferta que, pouco a pouco, está melhorando o ambiente de negócios, deverá impactar positivamente a produtividade da economia representando  o início de um ciclo de crescimento robusto e sustentado ao longo do tempo.

A recuperação dos investimentos e do crescimento econômico e, com ele, dos empregos, permitirá recompor as contas públicas e a capacidade do Estado de fazer políticas sociais, capazes de reduzir as diferenças entre os brasileiros e oferecer oportunidades iguais para todos.

*João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração.

Fonte: ABIMAQ. Disponível em: http://abimaq.com/site.aspx/detalhes-imprensa-ultimos-releases?codNoticia=5vnqc4WbtJE=

Notícias
[ 18 de março de 2020 by Jornalismo MaisVip 0 Comments ]

Aço Inox: novas aplicações garantem redução de custos para a indústria

Embora a indústria sucroenergética faça o uso de aço inoxidável em alguns de seus equipamentos desde a década de 70, a expansão do seu uso tem crescido de forma mais expressiva nos últimos 10 anos graças ao bom desempenho do material nos diversos processos industriais e da sua relação custo-benefício, que tem se mostrado muito vantajosa.

Se avaliarmos todo o processo produtivo, do início ao fim, de uma usina nos dias de hoje, podemos observar a utilização de inox em quase toda a linha de produção, no entanto, algumas novas aplicações podem trazer ainda mais ganhos as usinas.

Na indústria, as etapas de fabricação onde há maior desgaste nos equipamentos são na entrada da cana, pelo fato desta conter muita areia, e na moagem. Os desgastes também podem ser provocados pelas próprias características do processo, predominando problemas de corrosão em frestas, corrosão microbiológica, além da corrosão generalizada.

No entanto, o maior prejuízo pode ser o surgimento dos chamados “pontos pretos” no açúcar, óxidos e partículas desprendidas do aço-carbono que podem comprometer a qualidade do produto.

Sendo assim, uma correta especificação do aço inoxidável vai contribuir para um melhor desempenho do equipamento ou até mesmo para a eliminação da corrosão ou partículas indesejáveis.

A utilização do aço inox em usinas sucroenergéticas começou em aplicações em feixes tubulares dos evaporadores e, desde então, vem se expandindo em outras áreas das usinas.

Atualmente, há um uso intensivo de inox no recebimento de cana (lateral e fundo da esteira de cana, mesa alimentadora, cambota e fundo de mesa alimentadora) e na extração, principalmente em mesa intermediária (fundo ou a mesa 100% em aço inox), shut donelly, bicas e tanques de caldo (gamelão), e tubulação de condução de caldo.

Já na parte de caldeiras utiliza-se aço inox em taliscas de arraste, fundos de esteira, lavadores de gás, chaminés, dutos, bicas dosadoras de bagaço da caldeira etc. As destilarias já podem ser 100% em aço inox. Estes são alguns exemplos, mas há várias outras aplicações ao longo de todo o processo produtivo.

Segundo Iwao Ishizaki Neto, engenheiro de Aplicação da Aperam, nos últimos anos as usinas vêm adotando práticas de gestão para otimizar os recursos, ou seja, fazer mais com menos.

“Como o período de entressafra das usinas vem se encurtando, o que exige maior confiabilidade dos equipamentos, disponibilidade e menos paradas não programadas, a utilização dos aços inoxidáveis colabora muito para a otimização dos recursos reduzindo o custo de manutenções e aumentando a confiabilidade da planta”, explica.

Willians Cintra, gerente da Açotubo Sertãozinho, afirma que há crescimento nas vendas da divisão de aços inoxidáveis para este setor superior a dois dígitos por ano. “O aumento do nível de informação do setor, o desenvolvimento de novas ligas em aços inoxidáveis e a necessidade de processos mais sustentáveis são os principais motivos desse aumento de consumo.”

Ainda de acordo com Cintra, as áreas de maior demanda são as que sofrem desgaste por abrasão somado ao ataque de cloretos, sulfetos e outros agentes químicos provenientes do solo, da cana ou do processo de fabricação.

“As áreas que mais tem demandado inox são, além da entrada da cana, extração de caldo e geração de vapor, na fabricação de açúcar, em tubos para cozedores, espelhos, cristalizadores, agitadores, elevadores, condensadores e na destilaria”, observa.

MENOS CUSTO, MAIS VIDA ÚTIL

Dentre os vários tipos de aço inoxidável, os mais utilizados pelas usinas são: 304, 316L, 410D, 439 e 444. Segundo Ishizaki Neto, nos processos iniciais de fabricação de açúcar, em que predominam os problemas de abrasão, o tipo ideal de aço inoxidável para suportar esta operação é o 410D, especialmente em meios úmidos, onde coexistem os ataques abrasivo e corrosivo.

“O teor de cromo presente no inox 410D torna este aço adequado para aplicação onde predomina corrosão moderada e efeito combinado corrosão/abrasão, típicos desta etapa do processo. Nos tanques também, como são ambientes sujeitos a moderada corrosão, o 410D vem apresentando ótimo desempenho”, adiciona.

Depois da moenda, na sulfitação, prevalece a utilização do tipo 316L, que deve ser produzido sob rigorosos procedimentos de fabricação para suportar as condições de alta agressividade do ambiente. Já nos processos de tratamento e vaporação do caldo e fabricação de açúcar, propriamente dita, o tipo mais comum é o 444, seguido do 304. Estes aços inoxidáveis são empregados em equipamentos como aquecedores, evaporadores, cozedores a vácuo, cristalizadores e secadores.

Segundo Ishizaki Neto, os aços inox recomendados resistem muito bem à agressividade do meio, podendo ser selecionados considerando o menor custo para o projeto. As características e propriedades dos aços inox, como baixa rugosidade das paredes, elevada resistência mecânica e à corrosão, possibilitará maior eficiência do equipamento, menor custo de manutenção, maior vida útil e melhor qualidade do açúcar.

“O aço carbono, largamente utilizado nas torres de resfriamento, apresenta uma taxa de corrosão muito alta, tornando o inox competitivo e mais indicado para esta aplicação. Já nas destilarias, tanto o 444 quanto o 316L podem ser aplicados, porém, o 444 possui menor preço”, afirma.

Apesar de ainda ser um investimento de maior porte para as unidades, a aplicação do aço inox em diversos processos industriais pode trazer redução de custos com manutenção e maior vida útil aos equipamentos
Apesar de ainda ser um investimento de maior porte para as unidades, a aplicação do aço inox em diversos processos industriais pode trazer redução de custos com manutenção e maior vida útil aos equipamentos
Os tubos de aço inoxidável apresentam grandes vantagens nos processos de troca de calor (evaporadores), propiciando economia de energia.

Isso é possível graças a menor espessura da parede dos tubos de inox (entre 1,0 e 1,5 mm) devido à sua superior resistência à corrosão.

Adicionalmente, garante-se uma maior área de condução e uma maior facilidade de limpeza, o que, por sua vez, implica, mais uma vez, em menores custos de manutenção e menos paradas.

“Um exemplo importante são os lavadores de gases e chaminés em inox 410D. Esse equipamento, quando fabricado em aço carbono, tem uma vida útil, na média, de três a quatro safras, sem contar as intervenções/manutenções que ficam mais onerosas a cada safra. Agora, quando são fabricados em aço inox, podem durar até 10 safras sem manutenções e com perdas de espessura muito pequenas, quase que desprezíveis, como é o caso de algumas unidades sucroalcooleiras que temos observado. Temos ainda exemplos de feixe tubular de evaporadores com 15 anos de utilização”, revela Ishizaki Neto.

Cintra acrescenta que devido à alta resistência a oxidação e a abrasão dos aços inoxidáveis, principalmente após o lançamento do aço inox 410D – que já possui nova versão 410M, ainda mais resistente a abrasão -, a indústria sucroenergética garante que seus equipamentos tenham maior durabilidade.

“Além da menor necessidade de paradas para manutenção, o que causa grande impacto na rentabilidade dessas empresas, outro ganho significativo é na qualidade. Os aços inoxidáveis possuem caraterística sanitária, ou seja, são materiais de fácil limpeza, não soltam resíduos e possuem baixíssimo grau reativo com os líquidos processados”, salienta.

NOVAS APLICAÇÕES: INDÚSTRIA E AGRÍCOLA

Atualmente, os aços inoxidáveis são utilizados mais nas áreas da usina que possuem contato com produtos ou em processos com trocas de calor e em processos corrosivos e abrasivos. Porém, Cintra afirma que o material inoxidável tem grande flexibilidade e pode trazer retornos nas mais diversas áreas da indústria como em caldeiras, linhas de pré-ar, evaporadores e o e agrícola.

“Acredito muito na utilização de inox em dornas de fermentação. O inox pode proporcionar dornas mais leves e facilitar a limpeza. Na parte agrícola acredito que o inox poderia contribuir bastante nas partes da colhedora e transbordos de cana que sofrem muito com desgaste/abrasão”, destaca.

A utilização de inox em taliscas de esteira de cana, uma das aplicações mais recentes, por exemplo, se comparadas as de aço carbono, tem a durabilidade três vezes maior que as aplicações em aço carbono (Figura 1).

“De forma geral, todas as aplicações de inox nas usinas são economicamente viáveis, mas em taliscas da esteira de cana é muito viável. Já estamos trabalhando junto com um parceiro no desenvolvimento de correntes para esteiras entre moendas e temos computado excelentes resultados na segunda safra em testes de campo”, revela o engenheiro de Aplicação da Aperam.

“Acreditamos que há um grande espaço a ser conquistado pelos aços inoxidáveis. Após 2008 os investimentos nas plantas caíram significativamente, com isso, muitos grupos não modernizaram suas linhas e ainda possuem grande parte de seus processos formados por equipamentos defasados com uso predominante de aço carbono”, afirma.

Para Ishizaki Neto há duas áreas em que as usinas podem ter excelentes resultados: fermentação e agrícola. “Acredito muito na utilização de inox em dornas de fermentação. O inox pode proporcionar dornas mais leves e facilitar a limpeza. Na parte agrícola acredito que o inox poderia contribuir bastante nas partes da colhedora e transbordos de cana que sofrem muito com desgaste/abrasão”, destaca.

A utilização de inox em taliscas de esteira de cana, uma das aplicações mais recentes, por exemplo, se comparadas as de aço carbono, tem a durabilidade três vezes maior que as aplicações em aço carbono (Figura 1).

“De forma geral, todas as aplicações de inox nas usinas são economicamente viáveis, mas em taliscas da esteira de cana é muito viável. Já estamos trabalhando junto com um parceiro no desenvolvimento de correntes para esteiras entre moendas e temos computado excelentes resultados na segunda safra em testes de campo”, revela o engenheiro de Aplicação da Aperam.

Apesar de ainda ser um investimento de maior porte para as unidades, a aplicação do aço inox em diversos processos industriais pode trazer redução de custos com manutenção e maior vida útil aos equipamentos
Apesar de ainda ser um investimento de maior porte para as unidades, a aplicação do aço inox em diversos processos industriais pode trazer redução de custos com manutenção e maior vida útil aos equipamentos
Somado as dificuldades financeiras das unidades, o nível de recursos nas usinas para manutenções ou se mantém ou é reduzido, exigindo que os gestores utilizem os recursos disponibilizados da melhor forma possível para colocar a usina para operar. Investir em inox exige um maior aporte de capital e isso ainda dificulta um pouco a decisão das usinas pela utilização deste material.

No entanto, segundo Ishizaki Neto, muitas estão mudando a forma de avaliar os investimentos e percebendo que utilização de aço inox é economicamente viável ao longo das safras e mais barato que utilizar aço carbono. “As taliscas, por exemplo, em aço inox tornam-se 60% mais baratas que o aço carbono”, finaliza.

Fonte: Natália Cherubin, RPA News. Disponível em: https://revistarpanews.com.br/aco-inox-novas-aplicacoes-garantem-reducao-de-custos-para-a-industria/